27 de Novembro de 2009
Miguel Real vence Prémio Jacinto do Prado Coelho 2008
O livro "Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa", de Miguel Real e editado pela Quidnovi, foi o vencedor do Prémio Jacinto do Prado Coelho 2008, informou esta terça-feira a Associação Portuguesa dos Críticos Literários, que atribui o galardão.
Segundo Liberto Cruz, presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários e membro do júri, ao lado de Manuel Frias Martins e Carlos Jorge Figueiredo Jorge, o livro de Miguel Real foi distinguido «pelas reflexões brilhantes e pela interpretação que o autor faz da obra produzida por Eduardo Lourenço entre 1949 e 1997».
Eduardo Lourenço figura entre os anteriores galardoados com o Prémio Jacinto do Prado Coelho, que é atribuído há mais de 20 anos e já coube também a Óscar Lopes, Vergílio Ferreira, António José Saraiva, José Gil, Carlos Reis e Maria Alzira Seixo, entre outros.
O galardão, que consagra as modalidades de ensaio, crítica, história da literatura e teoria da problemática literária, tem o valor pecuniário de 5000 euros e é patrocinado pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.
O Prémio Jacinto do Prado Coelho 2008 será entregue a 15 de Dezembro, na Sociedade Portuguesa de Autores.
Lusa
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26 de Novembro de 2009
30º Aniversário da Mandragora -aqui
A Associação Mandragora faz 30 anos de actividade, é um dos grupos culturais independentes mais antigos e aquele que no nosso ponto de vista apresenta uma produção mais coerente e original.
Dedicado a pesquisa das novas formas de arte ,na sequência do trabalho dum Ernesto de Sousa ,Helena Almeida, Alberto Pimenta e Fernando Aguiar para só falar de alguns dos mais notáveis Portugueses
Pertence ao grupo dos primeiros “operadores estéticos” designação que quis por termo a uma tradição romântica e individualista baseada no mito do génio de nítidos propósitos reaccionários e comerciais
Baseada no trabalho de criação interactivo e colectivo, a Mandragora, realizou centenas de trabalhos de performance, editou livros e publica regularmente a revista Bicicleta, onde participam autores de varias nacionalidades ligados à performance, mail art, poesia visual etc...
Colaboradora da Associação de Artistas Plásticos do Algarve no Projecto ArtSerieS actuou recentemente em Faro no IPJ
Ao seu principal mentor Manuel Almeida e Sousa e aos seus colaboradores, vai o nosso abraço e o desejo de muitos e bons projectos ...e que já agora sejam no Algarve!
A.A.PA.A.A
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13 de Outubro de 2009
Noticias do Valdir
Escrevi este poema em agradecimento, alegria e felicidade, e ao mesmo tempo uma homenagem ao Zé Bivar.
Bela Mandil
Olhão
A arte floresce nas árvores,
tem um poço, onde bebemos poesia,
A vida encanta os visitantes,
que de um simples e forte desejo,
Nasceu um lugar,
Que se transformou num mundo...
Um coração de gigante
habita a terra linda e bela,
da Bela mandil,
E com apreço,
Estufo o peito,
Para narrar esta canção,
uma canção de amor e poesia,
Pinturas, arte com maestria,
No berço de Olhão,
Terra de pescadores, gigantes e poetas,
artistas e musicistas
A beira mar,
No Castelo Da Bela Mandil,
Do Rei Zé Bivar.
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3 de Outubro de 2009
F.E.P.(Fernando Esteves Pinto)
Dor de corno, emoção e paixão.
Com ou sem sentimentos, poemas aldrabões, fingidos e comediantes.
Ao verso é mais em conta, frase intensa com bom efeito
Poemas completos, combativos, traiçoeiros e muitos afectos
Poemas para tipos desesperados, raparigas mal paradas, mulheres casadas, picuinhas divorciados, caprichosas e cornplexadas, trintões desorientados.
Vendo poemas ilustrados, com cenário, botânica, muita ave rara, aviário e plumagem, pôr-do-sol e estrelas do outro lado.
Com beijos e marmelada, suspiros e afrontamentos, lágrimas, desmaios e francamente.
Versos simples e directos, palavras pesadas ao sentimento, metáfora polida pelo coração, mensagem bem iluminada e com pontuação.
Vendo sonetos, mais sofisticado, grandes voos e sensação, palavras encomendadas ao dicionário,
imagens de tirar a respiração, conselhos nas entrelinhas incluídos no preço.
Vendo poemas abstractos, frase descalça a pedir atenção, tanto faz ler do meio para trás, indicado para tansos e mal formados, pouco exigentes e volta e meia enganados.
Vendo poemas a mulheres enjeitadas, feias, masculinizadas e com tara, com palavras repetidas e obsessão, ordem, vingança e imposição.
Vendo aforismos engraçados a clientes apressados, fúteis, e do mundo apartados.
Também os vendo profundos, certos ou errados, actuais ou ultrapassados,
de acordo com objectivos e nunca com resultados.
Vendo poemas de esperança a raparigas solteiras, lar, mobília
e príncipe encantado.
Poética descritiva, maravilhas, conto de fadas e muita filhada.
Para fartas e cansadas tenho micro-narrativas,
primeira frase a acabar na última, económico nos pormenores'
mas vasto na intriga e na lição.
Vendo frases isoladas, não muito chatas,
rapidinhas e eficazes para quem ama e não é amado.
Tenho colecção de poemas para levianas, paisagem nocturna, cama desfeita,
anatomia, chicote, gemidos e gargarejo.
Palavras proibidas e prolongada satisfação.
Tenho ficções negras, capítulos inteiros para clientes sinistros,
violentos e sem arrependimento, trolhas, vadios e nojentos.
Histórias de lingerie, silicone e preservativo, para miúdas tontas,
acrobatas e perdidas.
Vendo receitas amorosas, menu personalizado, muito sumo, muita fruta,
tentação vocabular, frases espirituais, suspense, sais coloridos,
significados arco-íris, metáfora extraordinária
e final com sobremesa requintada.
Vendo poemas com rima, pobre ou enriquecida, conforme a posição,
responsabilidade por conta do infeliz.
Sugestão de palavras sem limitação, escandalosas ou bem comportadas,
oriundas da escumalha ou afeitas a ambientes de salão.
Vendo quadras populares, sociais, comprometidas, políticas e apimentadas.
Ideias vadias, verdades miraculosas, dão sempre resultado
quando a compreensão não enguiça.
Vendo ensaios à medida, existencialistas ou de diversão,
a estudantes, advogados e engenheiros.
Prosa técnica e caprichosa, assuntos afinados com a ocasião,
posfácio impressionista com assinatura realista.
Escrevo diálogos adaptados de casos pessoais,
pedidos de casamento, charadas originais,
úteis para gagos e malta condicionada, envergonhados,
desencorajados e com défice de tino e emoção.
Vendo letras de canção, festival de inocentes, coisas sérias e refrão,
trauteares versificados, avisos e recados bem pensados.
Tenho catálogo de farsas, muitas ficções, postais da alma ilustrados,
máximas que nem sempre o são.
Vendo ditados inspirados, para quem se submete à solidão,
improvisos bem cuidados e cópias escritas à mão.
Faço manutenções à inspiração, acerto detalhes de alma atrapalhada,
enfeito qualquer voz de palavreado e encho de glória tudo o que é ilusão.
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F.E.P.
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